O Frei Ranieiro Cantalamessa - pregador da Casa Pontifícia, no livro "Preparai os Caminhos do Senhor", faz uma proposta de "Jejum do Mundo".
Segundo ele, existe um tipo de mortificação possível a todos e, acima de tudo, benéfica, que é o jejum das notícias inúteis e das imagens do mundo.
Ele afirma que vivemos num mundo no qual a comunicação em massa nos bombardeia com notícias, informações, propagandas, imagens que corroem a nossa vida espiritual. Estas informações e imagens, presentes na televisão, na publicidade, nos espectáculos, nos jornais, nas revistas, na internet, tornaram-se o veículo privilegiado para a expansão da ideologia mundana, consequentemente afastam-nos da união com o Senhor.
Podemos constatar isto na nossa vida. Nós sabemos quão difícil é recolhermo-nos para rezar no meio de tanto "barulho". Um exemplo claro disto, é quando acabamos de nos "encher" de algumas informações e vamos rezar...parece que não "desligamos", ficamos a pensar no telemóvel que poderá tocar, na notícia que acabámos de receber, na última conversa (inútil) que tivemos, daquela bendita música - mundana, que não sai da nossa cabeça -, enfim, levamos no nosso coração todos os emaranhados de notícias que acabámos de ouvir e ver.
Oração:
Concedei-nos, Senhor, que, instruídos pela observância quaresmal e alimentados pela vossa palavra, nos consagremos totalmente a Vós e perseveremos unidos na oração. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.
(Recebi por e-mail)
Acerca de mim
- Felipa Monteverde
- Poeta por inspiração e imposição da alma... Uma pessoa simples, que vive a vida como se fosse a letra de uma canção, o enredo de um filme, a preparação para uma vida superior, à espera da eternidade e do encontro com o Criador.
quarta-feira, 30 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Quaresma 2011 - 21º Dia de caminhada
Do evangelho de S. Mateus:
"Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?»
Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete."
Setenta vezes sete... e quantas vezes nem uma só perdoamos!
Em vez da oração quero somente apresentar um poema que fiz estes dias.
Está um pouco desconexo pois foi feito em várias etapas do dia, mas aqui vai, mesmo assim. Ainda não dei o título, aceito sugestões:
Nos passos da Paixão em que Te sigo
Nada transparece neste amor;
És para mim amparo e doce abrigo
E eu sou um humilde pecador.
Ignora o homem o doce mistério
Que envolve a Via-Sacra da Paixão:
Intenso amor divino e refrigério
Para a alma posta em oração.
Sigo os passos de Jesus neste caminho,
Pequenina como sou, pobre de mim;
E tantas vezes Ele caminha sozinho
E eu me perco em lamentações sem fim…
Sofres por mim, Senhor, e eu apenas
Sigo indiferente ao Teu sofrer;
Tu não me repreendes nem condenas
E segues Teu caminho, teu mister...
Eu olho as feridas do Teu rosto
Adivinho as Tuas costas flageladas,
E sinto em minha alma o desconforto
De ser a causadora dessas chagas.
Perdoa, Senhor meu, a indiferença
Com que Te sigo nesta caminhada,
Em que cumpres por mim a vil sentença
Que Te dão os que de Ti não sabem nada.
Senhor,
Ajuda o meu caminho nos Teus passos
Sê o Bom Pastor que me conduz
Para o doce abrigo dos Teus braços
À sombra, meu Senhor, da Tua Cruz.
(Felipa Monteverde)
Amanhã seguiremos com a Dulce, no blog Degrau de Silêncio
"Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?»
Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete."
Setenta vezes sete... e quantas vezes nem uma só perdoamos!
Em vez da oração quero somente apresentar um poema que fiz estes dias.
Está um pouco desconexo pois foi feito em várias etapas do dia, mas aqui vai, mesmo assim. Ainda não dei o título, aceito sugestões:
Nos passos da Paixão em que Te sigo
Nada transparece neste amor;
És para mim amparo e doce abrigo
E eu sou um humilde pecador.
Ignora o homem o doce mistério
Que envolve a Via-Sacra da Paixão:
Intenso amor divino e refrigério
Para a alma posta em oração.
Sigo os passos de Jesus neste caminho,
Pequenina como sou, pobre de mim;
E tantas vezes Ele caminha sozinho
E eu me perco em lamentações sem fim…
Sofres por mim, Senhor, e eu apenas
Sigo indiferente ao Teu sofrer;
Tu não me repreendes nem condenas
E segues Teu caminho, teu mister...
Eu olho as feridas do Teu rosto
Adivinho as Tuas costas flageladas,
E sinto em minha alma o desconforto
De ser a causadora dessas chagas.
Perdoa, Senhor meu, a indiferença
Com que Te sigo nesta caminhada,
Em que cumpres por mim a vil sentença
Que Te dão os que de Ti não sabem nada.
Senhor,
Ajuda o meu caminho nos Teus passos
Sê o Bom Pastor que me conduz
Para o doce abrigo dos Teus braços
À sombra, meu Senhor, da Tua Cruz.
(Felipa Monteverde)
Amanhã seguiremos com a Dulce, no blog Degrau de Silêncio
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domingo, 27 de março de 2011
Jesus e a samaritana
"Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber a mim, que sou samaritana?!"
"Chegou, pois, a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacob tinha dado ao seu filho José. Ficava ali o poço de Jacob. Então Jesus, cansado da caminhada, sentou-se, sem mais, na borda do poço. Era por volta do meio-dia. Entretanto, chegou certa mulher samaritana para tirar água. Disse-lhe Jesus: «Dá-me de beber.» Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos. Disse-lhe então a samaritana: «Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber a mim que sou samaritana?» É que os judeus não se dão bem com os samaritanos. Respondeu-lhe Jesus: «Se conhecesses o dom que Deus tem para dar e quem é que te diz: 'dá-me de beber', tu é que lhe pedirias, e Ele havia de dar-te água viva!» Disse-lhe a mulher: «Senhor, não tens sequer um balde e o poço é fundo... Onde consegues, então, a água viva? Porventura és mais do que o nosso patriarca Jacob, que nos deu este poço donde beberam ele, os seus filhos e os seus rebanhos?» Replicou-lhe Jesus: «Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede; mas, quem beber da água que Eu lhe der, nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der há-de tornar-se nele em fonte de água que dá a vida eterna.» Disse-lhe a mulher: «Senhor, dá-me dessa água, para eu não ter sede, nem ter de vir cá tirá-la.» Respondeu-lhe Jesus: «Vai, chama o teu marido e volta cá.» A mulher retorquiu-lhe: «Eu não tenho marido.» Declarou-lhe Jesus: «Disseste bem: 'não tenho marido', pois tiveste cinco e o que tens agora não é teu marido. Nisto falaste verdade.» Disse-lhe a mulher: «Senhor, vejo que és um profeta! Os nossos antepassados adoraram a Deus neste monte, e vós dizeis que o lugar onde se deve adorar está em Jerusalém.» Jesus declarou-lhe: «Mulher, acredita em mim: chegou a hora em que, nem neste monte, nem em Jerusalém, haveis de adorar o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. Mas chega a hora e é já em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são assim os adoradores que o Pai pretende. Deus é espírito; por isso, os que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade.» Disse-lhe a mulher: «Eu sei que o Messias, que é chamado Cristo, está para vir. Quando vier, há-de fazer-nos saber todas as coisas.» Jesus respondeu-lhe: «Sou Eu, que estou a falar contigo.» Nisto chegaram os seus discípulos e ficaram admirados de Ele estar a falar com uma mulher. Mas nenhum perguntou: 'Que procuras?', ou: 'De que estás a falar com ela?' Então a mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àquela gente: «Eia! Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz! Não será Ele o Messias?» Eles saíram da cidade e foram ter com Jesus. Entretanto, os discípulos insistiam com Ele, dizendo: «Rabi, come.» Mas Ele disse-lhes: «Eu tenho um alimento para comer, que vós não conheceis.» Então os discípulos começaram a dizer entre si: «Será que alguém lhe trouxe de comer?» Declarou-lhes Jesus: «O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra. Não dizeis vós: 'Mais quatro meses e vem a ceifa'? Pois Eu digo-vos: Levantai os olhos e vede os campos que estão doirados para a ceifa. Já o ceifeiro recebe o seu salário e recolhe o fruto em ordem à vida eterna, de modo que se alegram ao mesmo tempo aquele que semeia e o que ceifa. Nisto, porém, é verdadeiro o ditado: 'um é o que semeia e outro o que ceifa'. Porque Eu enviei-vos a ceifar o que não trabalhastes; outros se cansaram a trabalhar, e vós ficastes com o proveito da sua fadiga.» Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram nele devido às palavras da mulher, que testemunhava: «Ele disse-me tudo o que eu fiz.» Por isso, quando os samaritanos foram ter com Jesus, começaram a pedir-lhe que ficasse com eles. E ficou lá dois dias. Então muitos mais acreditaram nele por causa da sua pregação, e diziam à mulher: «Já não é pelas tuas palavras que acreditamos; nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é verdadeiramente o Salvador do mundo.» (João 4,5-42)
O encontro com a samaritana é uma das mais belas passagens bíblicas, Jesus que se apresenta como a água viva e se dá a quem o quiser receber e não só aos seus. Jesus a falar com uma mulher é uma coisa do outro mundo, para aqueles tempos, pois os homens não conversavam com mulheres, elas não eram consideradas gente. Jesus mostra que as mulheres são pessoas, conversa com a samaritana que além de mulher é estrangeira, e deixa-nos este belo exemplo de igualdade.
(Deixei estas palavras em forma de comentário no blog da Maria Luiza e resolvi colocá-las também aqui)
"Chegou, pois, a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacob tinha dado ao seu filho José. Ficava ali o poço de Jacob. Então Jesus, cansado da caminhada, sentou-se, sem mais, na borda do poço. Era por volta do meio-dia. Entretanto, chegou certa mulher samaritana para tirar água. Disse-lhe Jesus: «Dá-me de beber.» Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos. Disse-lhe então a samaritana: «Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber a mim que sou samaritana?» É que os judeus não se dão bem com os samaritanos. Respondeu-lhe Jesus: «Se conhecesses o dom que Deus tem para dar e quem é que te diz: 'dá-me de beber', tu é que lhe pedirias, e Ele havia de dar-te água viva!» Disse-lhe a mulher: «Senhor, não tens sequer um balde e o poço é fundo... Onde consegues, então, a água viva? Porventura és mais do que o nosso patriarca Jacob, que nos deu este poço donde beberam ele, os seus filhos e os seus rebanhos?» Replicou-lhe Jesus: «Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede; mas, quem beber da água que Eu lhe der, nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der há-de tornar-se nele em fonte de água que dá a vida eterna.» Disse-lhe a mulher: «Senhor, dá-me dessa água, para eu não ter sede, nem ter de vir cá tirá-la.» Respondeu-lhe Jesus: «Vai, chama o teu marido e volta cá.» A mulher retorquiu-lhe: «Eu não tenho marido.» Declarou-lhe Jesus: «Disseste bem: 'não tenho marido', pois tiveste cinco e o que tens agora não é teu marido. Nisto falaste verdade.» Disse-lhe a mulher: «Senhor, vejo que és um profeta! Os nossos antepassados adoraram a Deus neste monte, e vós dizeis que o lugar onde se deve adorar está em Jerusalém.» Jesus declarou-lhe: «Mulher, acredita em mim: chegou a hora em que, nem neste monte, nem em Jerusalém, haveis de adorar o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. Mas chega a hora e é já em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são assim os adoradores que o Pai pretende. Deus é espírito; por isso, os que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade.» Disse-lhe a mulher: «Eu sei que o Messias, que é chamado Cristo, está para vir. Quando vier, há-de fazer-nos saber todas as coisas.» Jesus respondeu-lhe: «Sou Eu, que estou a falar contigo.» Nisto chegaram os seus discípulos e ficaram admirados de Ele estar a falar com uma mulher. Mas nenhum perguntou: 'Que procuras?', ou: 'De que estás a falar com ela?' Então a mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àquela gente: «Eia! Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz! Não será Ele o Messias?» Eles saíram da cidade e foram ter com Jesus. Entretanto, os discípulos insistiam com Ele, dizendo: «Rabi, come.» Mas Ele disse-lhes: «Eu tenho um alimento para comer, que vós não conheceis.» Então os discípulos começaram a dizer entre si: «Será que alguém lhe trouxe de comer?» Declarou-lhes Jesus: «O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra. Não dizeis vós: 'Mais quatro meses e vem a ceifa'? Pois Eu digo-vos: Levantai os olhos e vede os campos que estão doirados para a ceifa. Já o ceifeiro recebe o seu salário e recolhe o fruto em ordem à vida eterna, de modo que se alegram ao mesmo tempo aquele que semeia e o que ceifa. Nisto, porém, é verdadeiro o ditado: 'um é o que semeia e outro o que ceifa'. Porque Eu enviei-vos a ceifar o que não trabalhastes; outros se cansaram a trabalhar, e vós ficastes com o proveito da sua fadiga.» Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram nele devido às palavras da mulher, que testemunhava: «Ele disse-me tudo o que eu fiz.» Por isso, quando os samaritanos foram ter com Jesus, começaram a pedir-lhe que ficasse com eles. E ficou lá dois dias. Então muitos mais acreditaram nele por causa da sua pregação, e diziam à mulher: «Já não é pelas tuas palavras que acreditamos; nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é verdadeiramente o Salvador do mundo.» (João 4,5-42)O encontro com a samaritana é uma das mais belas passagens bíblicas, Jesus que se apresenta como a água viva e se dá a quem o quiser receber e não só aos seus. Jesus a falar com uma mulher é uma coisa do outro mundo, para aqueles tempos, pois os homens não conversavam com mulheres, elas não eram consideradas gente. Jesus mostra que as mulheres são pessoas, conversa com a samaritana que além de mulher é estrangeira, e deixa-nos este belo exemplo de igualdade.
(Deixei estas palavras em forma de comentário no blog da Maria Luiza e resolvi colocá-las também aqui)
sexta-feira, 25 de março de 2011
Vivendo a Quaresma

Ainda o jejum
A Igreja Católica Apostólica Romana coloca como preceito o jejum na Sexta-feira da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e na Quarta-feira de Cinzas, no entanto, é possível e recomendável lançar mão desta arma eficaz todas as sextas-feiras.
O jejum que agrada a Deus vai muito além das práticas de mortificação ou abstinência. O verdadeiro jejum deve partir do coração, provocar libertação e mudança de vida, ou seja, de comportamento. Senão, de nada vale, visto que a maior prova da vida de oração e jejum é o bem comum, cujo objectivo deve mudar o comportamento de quem o pratica com Deus e com os irmãos. De que adianta rezar muito e fazer exercícios espirituais se o comportamento de quem os pratica não muda?
Os santos sempre fizeram do jejum uma arma poderosa contra as forças malignas. A fé exige actos práticos e concretos, que revelem os resultados da conversão.
Oração:
Deus de infinita bondade, que nos mandais ouvir o vosso Filho muito amado, fortalecei-nos com o alimento interior da vossa palavra, de modo que, purificado o nosso olhar espiritual, possamos alegrar-nos um dia na visão da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.
(recebi por e-mail)
Vivendo a Quaresma
Durante este tempo especial de purificação, contamos com uma série de meios concretos que a Igreja nos propõe e que nos ajudam a viver a dinâmica quaresmal.
Antes de tudo, a vida de oração, condição indispensável para o encontro com Deus. Na oração, se o cristão inicia um diálogo íntimo com o Senhor, deixa que a graça divina penetre no seu coração e, à semelhança da Virgem Maria, se abra à acção do Espírito cooperando com ela com a sua resposta livre e generosa (ver Lc. 1,38).
Como também devemos intensificar a escuta e a meditação atenta à Palavra de Deus, a assistência frequente ao Sacramento da Reconciliação e a Eucaristia, e mesmo a prática do jejum, segundo as possibilidades de cada um.
A mortificação e a renúncia nas circunstâncias ordinárias da nossa vida também constituem um meio concreto para viver o espírito de Quaresma. Não se trata de criar ocasiões extraordinárias, mas de saber oferecer as circunstâncias quotidianas que nos são incómodas, de aceitar com alegria os diferentes contratempos que nos apresenta o dia a dia. Da mesma maneira, saber renunciar a certas coisas legítimas ajuda-nos a viver o desapego e o desprendimento. Dentre as diversas práticas quaresmais que a Igreja nos propõe, a vivência da caridade ocupa um lugar especial. Assim recorda-nos São Leão Magno: "estes dias de quaresma convidam-nos ao exercício da caridade; se desejamos chegar à Pascoa santificados no nosso ser, devemos pôr um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre a multidão de pecados".
Esta vivência da caridade deve ser vivida de maneira especial com aqueles a quem temos mais próximos, no ambiente concreto em que nos movemos. Assim, vamos construindo no outro "o bem mais precioso e efectivo, que é o da coerência com a própria vocação cristã" (João Paulo II)
Oração:
Concedei-nos, Senhor, a graça de pensar sempre o que é recto e de o pôr em prática com diligência; e, porque não podemos existir sem Vós, fazei-nos viver segundo a vossa vontade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
(Recebi por e-mail)
Antes de tudo, a vida de oração, condição indispensável para o encontro com Deus. Na oração, se o cristão inicia um diálogo íntimo com o Senhor, deixa que a graça divina penetre no seu coração e, à semelhança da Virgem Maria, se abra à acção do Espírito cooperando com ela com a sua resposta livre e generosa (ver Lc. 1,38).
Como também devemos intensificar a escuta e a meditação atenta à Palavra de Deus, a assistência frequente ao Sacramento da Reconciliação e a Eucaristia, e mesmo a prática do jejum, segundo as possibilidades de cada um.
A mortificação e a renúncia nas circunstâncias ordinárias da nossa vida também constituem um meio concreto para viver o espírito de Quaresma. Não se trata de criar ocasiões extraordinárias, mas de saber oferecer as circunstâncias quotidianas que nos são incómodas, de aceitar com alegria os diferentes contratempos que nos apresenta o dia a dia. Da mesma maneira, saber renunciar a certas coisas legítimas ajuda-nos a viver o desapego e o desprendimento. Dentre as diversas práticas quaresmais que a Igreja nos propõe, a vivência da caridade ocupa um lugar especial. Assim recorda-nos São Leão Magno: "estes dias de quaresma convidam-nos ao exercício da caridade; se desejamos chegar à Pascoa santificados no nosso ser, devemos pôr um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre a multidão de pecados".
Esta vivência da caridade deve ser vivida de maneira especial com aqueles a quem temos mais próximos, no ambiente concreto em que nos movemos. Assim, vamos construindo no outro "o bem mais precioso e efectivo, que é o da coerência com a própria vocação cristã" (João Paulo II)
Oração:
Concedei-nos, Senhor, a graça de pensar sempre o que é recto e de o pôr em prática com diligência; e, porque não podemos existir sem Vós, fazei-nos viver segundo a vossa vontade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
(Recebi por e-mail)
Ainda sobre o jejum
Quem pode fazer jejum
Todos podem jejuar. Sejam idosos, cansados ou doentes; sejam grávidas, mães que amamentam, jovens ou adultos. Todos podem praticá-lo sem que isso lhes faça mal. Muitas pessoas não jejuam, porque não sabem fazê-lo. Imaginam que seja uma coisa muito difícil e dolorosa, que não vão conseguir fazer.
É muito importante dizer que o jejum não existe para que as pessoas passem fome. Muitas delas, nesses dias [de jejum], acabam pecando mais do que noutros dias, porque não levam em conta os seus limites físicos, biológicos, e não se alimentando correctamente, ficam mal-humoradas, colhendo deste dia de "jejum" somente frutos de mal-estar, brigas e indisposição para rezar. Um erro muito comum é jejuar sem tomar o café da manhã. Ao agir desta forma, na verdade, começa-se a jejuar a partir da última refeição feita, na véspera, e não pela manhã.
Estas pessoas, mal-informadas, acabam por passar mal e ficando com dores de cabeça, que em geral começa bem cedo. Ora, mal-estar não é o objectivo do jejum. Além disso, trata-se de uma coisa que deixa a pessoa indisposta o resto do dia, que a torna irritadiça e sempre pronta a perder a paciência. E isto é totalmente oposto ao que se espera conseguir jejuando.
Oração:
Guardai, Senhor, a vossa Igreja com amor eterno e, porque sem Vós não se pode manter, com a vossa ajuda seja livre do mal e conduzida à salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.
(Recebi por e-mail)
Todos podem jejuar. Sejam idosos, cansados ou doentes; sejam grávidas, mães que amamentam, jovens ou adultos. Todos podem praticá-lo sem que isso lhes faça mal. Muitas pessoas não jejuam, porque não sabem fazê-lo. Imaginam que seja uma coisa muito difícil e dolorosa, que não vão conseguir fazer.
É muito importante dizer que o jejum não existe para que as pessoas passem fome. Muitas delas, nesses dias [de jejum], acabam pecando mais do que noutros dias, porque não levam em conta os seus limites físicos, biológicos, e não se alimentando correctamente, ficam mal-humoradas, colhendo deste dia de "jejum" somente frutos de mal-estar, brigas e indisposição para rezar. Um erro muito comum é jejuar sem tomar o café da manhã. Ao agir desta forma, na verdade, começa-se a jejuar a partir da última refeição feita, na véspera, e não pela manhã.
Estas pessoas, mal-informadas, acabam por passar mal e ficando com dores de cabeça, que em geral começa bem cedo. Ora, mal-estar não é o objectivo do jejum. Além disso, trata-se de uma coisa que deixa a pessoa indisposta o resto do dia, que a torna irritadiça e sempre pronta a perder a paciência. E isto é totalmente oposto ao que se espera conseguir jejuando.
Oração:
Guardai, Senhor, a vossa Igreja com amor eterno e, porque sem Vós não se pode manter, com a vossa ajuda seja livre do mal e conduzida à salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.
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quarta-feira, 23 de março de 2011
Cruzes
Comprei-o numa feira de artesanato em Penafiel.
Não é muito grande, mas eu estou a experimentar as diversas funcionalidades da minha máquina fotográfica e consegui tirar a foto de muito perto.

Esta foto já tem um ano. É o mesmo crucifixo. As bonequinhas intitulam-se "irmãs", e se se juntarem elas dão as mãos, encaixam perfeitamente. São feitas em madeira e foram-me oferecidas. Parece que todas as bonecas feitas por esta pessoa encaixam em outra e têm um certo significado, mas não me recordo o nome, não guardei a caixa em que elas vinham. Vieram do Canadá.
Na altura em que tirei a foto elaborei estes dois trabalhos com ela:


Tive a ideia para esta postagem ao ver as magníficas cruzes da Maria Luiza, que ela tem vindo a postar nos seus blogues. Não coleciono terços nem cruzes mas tenho mais alguns, que mostrarei também qualquer dia.
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