Do evangelho de S. Mateus:
"Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?»
Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete."
Setenta vezes sete... e quantas vezes nem uma só perdoamos!
Em vez da oração quero somente apresentar um poema que fiz estes dias.
Está um pouco desconexo pois foi feito em várias etapas do dia, mas aqui vai, mesmo assim. Ainda não dei o título, aceito sugestões:
Nos passos da Paixão em que Te sigo
Nada transparece neste amor;
És para mim amparo e doce abrigo
E eu sou um humilde pecador.
Ignora o homem o doce mistério
Que envolve a Via-Sacra da Paixão:
Intenso amor divino e refrigério
Para a alma posta em oração.
Sigo os passos de Jesus neste caminho,
Pequenina como sou, pobre de mim;
E tantas vezes Ele caminha sozinho
E eu me perco em lamentações sem fim…
Sofres por mim, Senhor, e eu apenas
Sigo indiferente ao Teu sofrer;
Tu não me repreendes nem condenas
E segues Teu caminho, teu mister...
Eu olho as feridas do Teu rosto
Adivinho as Tuas costas flageladas,
E sinto em minha alma o desconforto
De ser a causadora dessas chagas.
Perdoa, Senhor meu, a indiferença
Com que Te sigo nesta caminhada,
Em que cumpres por mim a vil sentença
Que Te dão os que de Ti não sabem nada.
Senhor,
Ajuda o meu caminho nos Teus passos
Sê o Bom Pastor que me conduz
Para o doce abrigo dos Teus braços
À sombra, meu Senhor, da Tua Cruz.
(Felipa Monteverde) Amanhã seguiremos com a Dulce, no blog
Degrau de Silêncio